O dia seguinte…
Hoje acordei ás 8h, parece que nem dormi, mesmo tendo dormido cerca de 1h e 30m. Mesmo com tão poucas horas de sono acordei feliz e de bem com a vida, tudo parecia estar a meu favor. Ás 8h e 30m fui para o trabalho, não parava de pensar na noite anterior (e na madrugada), era uma sensação boa, mas havia qualquer coisa que não me saía da cabeça, como reagir quando estivesse com ela de novo?
Passei uma manhã demasiado longa, parecia não querer acabar… Estava mortinho por chegar a casa para lhe ligar (sim porque custa menos falar pelo telefone). Cheguei a casa eram 12h e 35m, nem comi, fui virado ao telefone e liguei-lhe.
Falei com ela que tinha acabado de acordar, notava-se na voz, aquela voz ensonada soou tão bem aos meus ouvidos… Perguntei-lhe se ela tinha alguma coisa combinada para a tarde, ela respondeu que não. Eu sem saber muito bem o que lhe dizer, ou como lhe dizer, perguntei: “Queres ir tomar café?” – ela respondeu: “Sim, vamos!”. Fantástico, pensei eu, “Então ás 14h no sítio do costume” – respondi.
Eu à tarde tinha que ir trabalhar, mas dei uma desculpa esfarrapada ao patrão para poder estar com ela, e lá fui eu, ás 13:45 lá estava, no cafézito.
Ela chegou pouco depois das 14h, mas aquele tempo que ali estive não segurava o nervosismo, mas ao mesmo tempo queria vê-la, estar com ela, é uma situação difícil de explicar.
Pela janela do café vi-a chegar, tão linda, as minhas mãos soavam de uma maneira que nem dá para explicar, era uma euforia inexplicável, mas eu estava ali sem sequer saber como reagir, dou-lhe um beijo, ou dois? Ok, vamos ver!
Ela chegou, cumprimentou-me com dois beijinhos, mas reparei que também ficou meio embasbacada, mas pronto. Ficámos ali na conversa um bocado. Por voltas das 15h saímos dali, entrámos no carro e com perguntas do tipo: “Onde queres ir?”, “Onde vamos?”, “O que fazemos?”, bem seguimos e juntos decidimos ir até à praia. Lá fomos nós, com uma conversa que não tinha nada a ver com o que se tinha passado connosco no dia anterior, mas lá fomos…
Chegámos à praia por volta das 16h, saímos do carro e fomos até junto do mar, sentámo-nos, falámos, rimos… Ela tem essa capacidade de me fazer rir, de me fazer feliz… Umas horas depois lá saiu o gesto que eu passei o dia à espera, um beijo, parecia o primeiro… Abraçados com um sol fantástico, sentados na areia, ficámos assim algum tempo, sem falar, sem dizer uma palavra…
Saímos de lá para voltar à origem, infelizmente, por mim ficava naquele sítio para sempre, levatámo-nos, sacudímo-nos e viemos embora.
No caminho que percorremos a pé até ao carro, ela suavemente, deu-me a mão, é lógico que não contava porque nem sabia muito bem qual era o nosso ponto de situação, mas achei tão bom, derreti!
Voltámos, ela deixou-me em casa e ficou combinado o próximo cafézito para a noite…
Cheguei a casa, tomei um banho, jantei…





Expressa-te!